As pequenas histórias que eu não leio, que eu não converso, que eu não
compartilho ... são afundadas no oceano de mistério do meu corpo.
Por todas as lágrimas que lutamos a guardar, é assim que eu faço com o
resto.
Afinal sentimentos não necessitam serem mendigados, necessitam ser
compreendidos .
E ai, a medida do tempo, seu corpo vai sendo a sepultura dos lamentos,
mas não por obrigação, e sim por conforto.
A vida é engraçada, faz questão dos improvisos, e esquece que ficamos à
merce de qualquer castigo.
Eu vou andando por ai, sinto o vento e sua direção perdida, vejo as
sombras em seus passeios da madrugada... E vejo eu, com o coração batendo mais
uma vez, a deriva do que irá sentir.

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