sexta-feira, 8 de junho de 2012

Malditos desejos. Aonde tudo foi parar?


Alegria sentida ou vivida. Não importa, andamos designando como precisão, fazendo as maiores juras, talvez só por emoção. 
Sem muitos atributos, escolhas, princípios ou beleza, andamos a deriva de qualquer cobaia ou o que chamamos de: 
-  pra sempre. 
Hipócritas!
Não fazem valer a pena, estão escutando doces mentiras e tampando a verdade com uma meiga palavra, não querem fazer valer, só não querem se sentir sozinhos. 
Carência demoníaca. 
Sempre precisando de meios, artifícios, um outro, alguma coisa, necessitando ser algo, precisando escutar, precisando sentir desesperadamente ... tão fracos. Tragam as ações, tragam o romantismo morto, tragam o que os humanos transformarão em apenas necessidade, em apenas um contrato que exija um posse em dedos de ambos, tragam as cartas queimadas e trocadas pela era digital, tragam os enormes livros recitados ao suspirar da donzela deitada, tragam de volta os passeios de mãos entrelaçadas e juras apaixonadas, tragam de voltam o respeito, a inocência, por favor ... tragam de volta ... tragam de volta o amor. 
Ações. Eles precisam de ações.
Quantos sonhos e sentimentos desmanchados em lágrimas, aonde foi parar a clemência?  O juri se retira para julgar a causa, mas não estão julgando estão observando. Necessitam de precedentes, e tudo que encontram são meros restos de traições, e ao verem corações entulhados, despacham o conteúdo sem necessidade de encontro a roda do exílio. 
Voltem poetas apaixonados. 
Tragam sua dor, e mostrem o fogo de suas palavras que nunca foram recitadas  ao ouvido da amada. 
Tragam, mas tragam mesmo ... é o amor. 
Status, apenas status. Eles o querem, eles o anceia, matem os status.
Contratos quebrados, alianças na cabeceira, cenas de completa idiotice, corações pelas ruas curando feridas, copos cheios em um balcão qualquer, ainda são remédios, ligações nunca atendidas, mensagens deixadas de lado, mágoas crescentes, olhares desencontrados, possessos, tolos, arrogantes, orgulhosos ... queridas vitimas. 
Aonde estão?  
Se perdendo na multidão. 
Continuem ... 
Almas marchando de encontro ao verdadeiro laço protetor. Corações feridos ainda se encontram, não está tudo perdido ... ainda. 
Mostrem as cicatrizes e verá que são semelhantes, peguem suas mãos, viagem nos olhares, meu amigo flores não são coisas do passado, querida carinho ainda é necessário. 
Não matem a pequena porcentagem, tragam as almas condenadas e ainda refugiadas, o presente a elas pertencem, e precisam levantar os nobres conceitos ... Diga - lhes, sobre os valores da emoção, digam que contratos podem ser quebrados mas ainda existe a renovação, deixe as marcas falarem por si só. 
Não há mal, só querem se encontrar. 
Deixem. 


Liberte ... se liberte para o amor perdido, encontrem ... o encontrem agora. 



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