segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

─── sem título

As pessoas estão se entregando à um misto de carcaças sobreviventes e uma aleatória desesperança. 
Foi-se o tempo de cumprimentos gracioso, olhares brilhantes e semblantes vivos. 
O presente é um massacre. As vidas, as almas, respiram com dificuldade.
São dias fardados à serem os mesmos.
Queria eu, que essas casas de pedra, recebessem a graça do canto das andorinhas.. Sorririam eles, talvez?
Aprender que essa nossa passagem é assim mesmo, inconstante, mas que sempre da pra contar com um sonho. 
A essência da tristeza... 
Vistão esperança, é o que grita as ruas... É o que grita os corações. 


sábado, 12 de janeiro de 2013

— Em Memórias..

Uma rosa branca, sim, uma rosa branca, à todas essas almas moribundas.
Pétalas de paz à grandes pedras com histórias, onde resumiram à meras datas.
Um minuto de silêncio é pouco, passe horas, passe dias, sinta... Sente?
Deveria eu, estar escrevendo ao vivos, pelos vivos.
Mas as condenadas e pobres almas à quem dirijo essas palavras, aqui também já estiveram.
Só não deixo a melancolia ma levar, pois a pressão de arrependimento, neste lugar é enorme. 
Destinos interrompidos, amores mortos, culpas carregadas, corações pesados, sonhos perdidos, mudanças que nunca verão, planos que ficarão no papel... Ali vejo uma senhora se aproximando do túmulo do seu filho, antiga sepultura, flores recém deixadas, senhora de postura firme, mas de semblante agoniado, aqui, nesse campo de dor, ela joga sua flor, uma rosa branca, tão perfeita, fecha os olhos, talvez imagine estar conversando com seu filho em dias felizes, chora, junta as mãos frágeis  faz uma simples oração, aperta a lapide do túmulo como se fosse o corpo do filho... Vai embora.
E eu aqui, sem perceber, deixei tudo em um papel, imaginando... Escrevi uma dor, uma saudade, um fato, um encontro da alma que vaga e do vivo que chora, escrevi uma perda, um contato ou será que escrevi um discreto momento de carinho? 
Daquele que deixa sua singela homenagem e do outro, que a recebe sem grandes manifestações. 
Aqueles que choram e ninguém vê. 



E foram as suas estações  que largaram em mim um perfume um bálsamo  uma ventania louca uma tempestade fr...