Uma rosa branca, sim, uma rosa branca, à todas essas almas moribundas.
Pétalas de paz à grandes pedras com histórias, onde resumiram à meras datas.
Um minuto de silêncio é pouco, passe horas, passe dias, sinta... Sente?
Deveria eu, estar escrevendo ao vivos, pelos vivos.
Mas as condenadas e pobres almas à quem dirijo essas palavras, aqui também já estiveram.
Só não deixo a melancolia ma levar, pois a pressão de arrependimento, neste lugar é enorme.
Destinos interrompidos, amores mortos, culpas carregadas, corações pesados, sonhos perdidos, mudanças que nunca verão, planos que ficarão no papel... Ali vejo uma senhora se aproximando do túmulo do seu filho, antiga sepultura, flores recém deixadas, senhora de postura firme, mas de semblante agoniado, aqui, nesse campo de dor, ela joga sua flor, uma rosa branca, tão perfeita, fecha os olhos, talvez imagine estar conversando com seu filho em dias felizes, chora, junta as mãos frágeis faz uma simples oração, aperta a lapide do túmulo como se fosse o corpo do filho... Vai embora.
E eu aqui, sem perceber, deixei tudo em um papel, imaginando... Escrevi uma dor, uma saudade, um fato, um encontro da alma que vaga e do vivo que chora, escrevi uma perda, um contato ou será que escrevi um discreto momento de carinho?
Daquele que deixa sua singela homenagem e do outro, que a recebe sem grandes manifestações.
Aqueles que choram e ninguém vê.

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