quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

─── sem título


Ela era ávida, sim completamente ávida com a vida. Sonhar não era raridade, era cotidiano.
As ruas daquela cidade, eram seu parque de diversões, o sorriso dela, ah o sorriso dela, a essência daquele pobre lugar, sim era a essência daquele lugar.
Dias de lágrimas, lugares cinza. Sorrisos à toa, arco íris desenhados.
Flor delicada, perfume único, pétalas macias, espinhos sem fim...
Porém, a vida era seu parque... Seu parque de diversões.
Zombava do passado, gritava com o presente e se escondia do futuro.
Queria o tal parque no controle de suas mãos.
Se enganava? Que nunca...?
Acreditava demais? É claro...
Porque assim, como aprendeu que seu sorriso era essência, também aprendeu que as lágrimas são ingredientes. 


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