sábado, 20 de abril de 2013

Caos.

Conversam.O vento gélido os cercam e os abraçam.Conversam sobre o caos. Será a vida exatamente esse caos?Param. Se olham por alguns instantes.Eles sabem sobre o caos, conhecem o caos.Cada um a sua forma.Suspiram lamentos de regras impostas mas a noite, o momento, os incita a declamaras falas escondidas.Corações pesados se reconhecem.Rostos próximos, respiração que falha, porém logo se encontra.Beijos trocados,mas ainda sentem o caos. Afinal o sustentam, e mais do que nuncasabem que ele existe em cada lugar   em cada canto.  


Saoli.


Valsa.

Um coração tão gelado, e mesmo assimquero alcança-lo. Um sopro em minhas mãosVocê irá aquecê-las? Corpos que balançam uma melodia simultânea.Leva à um beijoO tempo é mal com esse corações.Leva tudono ritmo mais rápido. Por que tempo?Por que não estagnar? Ali mesmo? Não me importaria.Afinal, corações feridos, tem cicatrizes à compartilhar. 




Saoli.



Pergunta feita na rede social "Ask": - O que você mais quer na sua vida, agora?

Um pequeno monte de sentimentos que tanto me escapa, uma dose de loucuras momentâneas, por quê elas sim, trazem lembranças duradouras, um lar com o meu cheiro de garota maluca, um espaço meu, aquele que deixarei sempre uma cadeira perto da janela, contemplarei a chuva, a brisa, o amanhecer, o pôr-do-sol, o anoitecer, verei o tempo passar lentamente, a minha maneira. O que eu mais quero agora, é que o café não esfrie, nunca, na verdade ele tem sido um ótimo amigo, que sempre exista o livro na cabeceira e outro dentro de mim, que a minha lenda pessoal que é a escrita, não me abandone, jamais, e que este abraço de proteção que me envolvo seja mais duradouro do que eu realmente penso. 



domingo, 14 de abril de 2013

— Substitutos.

Não gritava mais, pois, afinal, o som era tão longe. 
Pensava.. Porém lembranças não eram mais moldadas. 
A fala era um amigo tão distante. Tinha medo de seu próprio sorriso, o esboçava com receio. 
Todos a olhavam estranhamente, olhares de guerra, que a perfuravam,  dilacerava.. Sangrava.
As sensações que tinha, tudo que sentia, não a convencia de que estava viva.. Não.  
Para ela, eram como ilusão de ótica, disfarces, máscaras.. Nem a brisa em seu rosto, o vento gélido, a convenciam do contrário. 
Buscava um mundo que ninguém compreendia afinal aquele coração, ah aquele coração outrora fosse o mais frágil e nobre, hoje não existia coração, era apenas uma caixa, ou o molde de uma. 
O que tanto guarda nessa caixa que substituísse seu coração, assim?  
Todos sabem que não possues mais chave, preferes sorver todo o fragmento da caixa pra si. 
Desistisse. 
Apenas acompanha os passos que a vida lhe dá, não segue, pois gosta de desviar dessa rota insana. 
E as pessoas param no meio dessa caminhada da vida, param e olham para trás, acompanham com os olhos os passos que a menina desviou.. Pensam em sua coragem, querem o mesmo, porém não temem e não sabem da morte mórbida de seu coração.


E foram as suas estações  que largaram em mim um perfume um bálsamo  uma ventania louca uma tempestade fr...