Não gritava mais, pois, afinal, o som era tão longe.
Pensava.. Porém lembranças não eram mais moldadas.
A fala era um amigo tão distante. Tinha medo de seu próprio sorriso, o esboçava com receio.
Todos a olhavam estranhamente, olhares de guerra, que a perfuravam, dilacerava.. Sangrava.
As sensações que tinha, tudo que sentia, não a convencia de que estava viva.. Não.
Para ela, eram como ilusão de ótica, disfarces, máscaras.. Nem a brisa em seu rosto, o vento gélido, a convenciam do contrário.
Buscava um mundo que ninguém compreendia afinal aquele coração, ah aquele coração outrora fosse o mais frágil e nobre, hoje não existia coração, era apenas uma caixa, ou o molde de uma.
O que tanto guarda nessa caixa que substituísse seu coração, assim?
Todos sabem que não possues mais chave, preferes sorver todo o fragmento da caixa pra si.
Desistisse.
Apenas acompanha os passos que a vida lhe dá, não segue, pois gosta de desviar dessa rota insana.
E as pessoas param no meio dessa caminhada da vida, param e olham para trás, acompanham com os olhos os passos que a menina desviou.. Pensam em sua coragem, querem o mesmo, porém não temem e não sabem da morte mórbida de seu coração.
domingo, 14 de abril de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)
E foram as suas estações que largaram em mim um perfume um bálsamo uma ventania louca uma tempestade fr...
-
E foram as suas estações que largaram em mim um perfume um bálsamo uma ventania louca uma tempestade fr...
-
Vida engraçada, sempre subestimada e ameaçada, hoje sorrindo, amanhã se lamentando. Comédia maldita! Sempre me disseram, que para lh...

Nenhum comentário:
Postar um comentário