quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ponto final.

Esta doce noite anda perseguindo meus sonhos. As paredes na madrugada mostram o que nem todos vêem, e eu acabo vendo. 
O copo vazio ao lado da cama ainda mostra que andei conversando com a cafeína e lhe falando dos infortúnios. 
O frágil cobertor é incapaz de aquecer o corpo gelado, e por diversas noites clamei aos céus por misericordia em uma oração curta, porém ferverosa. 
Mas tudo que me foi dado, hoje convive comigo... Perfeito silêncio.
Acredite não lhe culpo, pelo contrário... Agradeço pela proteção, pois a criatura perdeu o jogo de palavras.
Não seria necessário requisitos, embora andando sempre em falta diga a solidão que preciso de palavras. E em meio a tentativa de sossego, tudo foi preso, e se um dia deixado, jamais lembrado. 
Buscado das cinzas ao fugir da paixão. 
A tinta da caneta não acabou, pelo contrário, mostrou o que a gente faz com a dor, quando seca-se o amor... 





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