terça-feira, 15 de maio de 2012

— Doce Escuridão..

Iguais. Não há quem nos condene, somos das horas infinitas. 
Nessa mão calejada que tanto lutou e nessa luta que nunca se cessou, as abreviações foram ilimitadas e o horizonte já não consigo alcançar, e assim foi... Passei pelas luzes da cidade, as rodovias partidas em direções contrárias.
Quem dera, elas falassem a direção que eu preciso.
Nesse banco de carro, neste vidro embaçado, conto-lhe meus pensamentos e minhas pálpebras já caídas sentem falta de chorar. 
Querida noite, queria ser assim: calma, gélida e tranquila. Queria descobrir sua inspiração que tanto motivou o romantismo. 
Mostrar-lhe a melancolia que trago no meu falar. 



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