terça-feira, 22 de maio de 2012

— Fallen.


Tempo de revolução, escapando por entre minhas mãos, e eu não sei mais por onde ir.
Por todos que estão agora em seus inúmeros desvaneio, aqui vou eu... Espera!  
Aonde eu vou?
Porque os caídos não podem ser levantados? 
Não vê? 
Eles estão se arrastando, sem a esperança de que os peguem, e os coloque na direção certa. Levantem... Sim, levantem... Levantem os caídos.
Pois os que estão de pé, andam dizendo, que estão ocupados, que são supremos para exercer tamanha gratidão.
Tolos!
 São escárnios, secretários do mal... Em pé, apenas, por mera sustância.
Enquanto aos caídos, que zelem por eles, que tanto zelam pelo ar, que ainda respiram. . Enquanto aos caídos, que ecoam meu nome todas as madrugadas, ouço o pedido de socorro, ouço a esperança ser gritada por suas almas, ouço suas gotas de sangue caírem de seu rosto machucado, ouço suas palavras soarem baixas em meu ouvido, ouço gemidos de frio, ouço a respiração falhar, ouço o vento agitado leva-los... Ouço meu nome.
Se levantem caídos! Já não, os posso levantar, a esperança não cabe a mim lhes dar, são vocês... Caídos.
 Clamem aos céus que os desampararam, gritem por clemência, se arrastem pelas estradas, adotem a auto-suficiência, não chorem, não peçam, grite, só grite... Só não esperem nenhuma resposta.
Todos eles são rótulos, e acreditam que somos da prole do demônio, todos eles são farsas e nos vêem como devoradores do inevitável.
Não tire a razão deles.  Afinal, o que eles realmente sabem?
Tão  pequenos... Temem ao escuro.
Pena!
A luz da meia noite nunca é apagada, pois os caídos habitam e nela se sobrepõe ao novo mundo.
Ouça os gritos querido insano, ouça os caídos rasgando e dilacerando seu coração ingênuo.
Seu ódio os mantem vivos, e os retalhos humanos, são de grande ajuda aos mesmos, ouça seus risos cortantes, ouça... Estão chegando.  Caídos voem, voem com assas longas, com assas negras, mostrem o grito oculto, faça referência as nossas idolatrias manchadas pelo tempo, faça culto de honra, aqueles que já não tem mais voz e por favor... Voltem novamente, voltem... Os que acreditam ainda esperam desesperadamente por algo oculto.
Oculto?  É talvez... Talvez nem tão oculto assim.



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