sábado, 22 de junho de 2013

Uma canção.

Ando nessa maré de juventude, e me lanço nesse medo da velhice. Esse espetáculo que é a vida, esta instabilidade de emoções. Rasgando sensações.Temo essas memórias que queimam.Flamejantes!As trajetórias que conheci, hoje me cobram algo. Os planos fogem das minhas mãos, voam e depois somem. Vão longe.De repente acho o tempo cruel, mas às vezes sinto me criança e com minhas cambalhotas me lanço a ele. Respiro fundo, constantemente, mas não é o suficiente para me convencer de que estou viva. É tão mecânico.  É oco. Agora ao desvencilhar as palavras dessa caneta, talvez você, nada entenda, e se pergunte o porque de estar lendo tudo isso. Não se preocupe, pois faço a mesma pergunta diariamente.Mas creio que a escrita nunca será exata, há sempre o jogo de sentidos, pessoas e outros sentidos.Tem que se deixa levar.
Porque perdidos, todos nós estamos.


Saoli.


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